Exceto algumas regrinhas que simplesmente não consigo me lembrar.
Quando em como usar o por quê, porquê, porque ou por que...
É um mistério para mim todas as vezes que sou barrado em minhas frases por este camaleão semântico.
Para mim, ele é como uma esfinge, com o seu "Decifra-me ou devoro-te"...
Já fui devorado por ele algumas vezes, e poucas delas em público...
Confesso, é difícil superar tal trauma para quem sempre defendeu a beleza da última flor do lácio...
Mas o que pode ser considerado como difícil?
Por quê (lá vem ele de novo) certas coisas são tão difíceis para uns e outros tratam com tanta naturalidade?
Inteligência, costume, aptidão, dom de Deus?
São respostas possíveis, todas elas dogmáticas...
O que torna o fácil, difícil não é somente a falta de conhecimento, o desprezo do Divino ou a falta de prática...
É o controle, o rigor, a necessidade do perfeito...
Mesmo sabendo que ele é impossível...
Porém, impossível ou não, a busca do perfeito nos leva, invariavelmente, a uma evolução...
Parte-se daquilo que se tem no momento, aquilo que se faz com facilidade, e então, e somente, vem a pergunta:
"Dá para fazer melhor?" ou ainda "Esse é o máximo que consigo?" ou então, utilizando minha esfinge "Se até aqui foi fácil, por quê não ir mais longe?"
A partir daí começa o difícil, mas também começa a realização, a evolução, a transformação, a mudança
Nada melhor que uma bela dificuldade para dar sentido à vida!
Fácil demais né?
Um abraço,







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