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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nota

É melhor não ter estratégia e pensar em ter do que pensar que tem estratégia quando não tem

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O mito da concorrência

Uma disputa estratégica concorrencial não é exatamente um jogo de xadrez, onde só um sobreviverá...

Na verdade, no mundo empresarial essa disputa está mais próxima de um jogo de caça ao tesouro, onde cada indivíduo da equipe contribui para o progresso da varredura da área, desde que considere as estratégias dos demais participantes de sua “equipe”.

Dentro de um mesmo mercado, assumir que você deve "destruir" seu concorrente é quase tão arcaico quanto inútil. 

Ao analisar a importância da empresa e sua posição no mercado, as organizações devem ter em conta sua participação em um sistema, do qual eles apenas fazem parte e definir sua estratégia de acordo com sua capacidade de potencializar este sistema.


O ganho de mercado, ou seja, a maior participação e importância neste sistema, é uma consequência das ações dos seus concorrentes e suas: um balanço ao final de cada rodada...


Porém, o progresso da empresa deve ser priorizado.  Dessa forma, cada organização deve basear sua estratégia corporativa, assumir como dadas as estratégias das demais empresas, definindo assim a melhor para si, tal como na teoria dos jogos, quando do estudo dos oligopólios.

Mas isso é outro post.

Um Abraço,

Klay Rodrigo



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A estratégia é meio sem fim

Estratégia é decisão.

Essa frase, apesar de curta, tem bastante conteúdo.
Segundo Hitt(2003), estratégia é um conjunto integrado e coordenado de compromissos e ações,
cujo objetivo é explorar as competências essenciais e alavancar uma vantagem competitiva.

Assim, podemos definir a estratégia como um processo de organização das atividades em prol de um
único objetivo.


Mas qual seria este objetivo? É aqui que entra a decisão.


A palavra decisão tem origem do latim de caedere, quer dizer “cortar fora”. Assim, podemos dizer
que decisão é o processo de extirpar de uma determinada situação tudo que está em excesso e ficar
apenas com o que realmente interessa.


Agora voltemos a nossa frase curta.
Para conseguirmos um conjunto integrado de coordenado de compromissos e ações que objetivam
explorar as competências essenciais e alavancar vantagens competitivas, temos que extirpar deste
conjunto tudo que está em excesso, focando apenas no que realmente interessa.

Simples, não é?



Um abraço,

Klay Rodrigo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Uma caixinha lúdica de surpresas_Final

continuação do post anterior...

E agora, José? A Copa acabou e o Brasil não ganhou, na eleição sim. Mas o que se faz no fim de ano enquanto as festas não começam?

Que tal um joguinho?

Se não gosta de jogos, saiba que você já está jogando. Se gosta, talvez seja a hora de aprender melhor sobre o jogo. De qualquer forma, os jogos não só fazem parte da sua vida, eles são responsáveis por boa parte dos rumos dela.




"Felicidade é uma escolha que requer esforço às vezes."

Autor desconhecido



Duvida? Quer apostar?


No jogo empresarial, você sempre tem, pelo menos, duas vertentes: abandonar a moral e a ética e aceitar que vale tudo ou defender a verdade e a justiça como atributos capazes de revolucionar a vida, o universo e tudo mais.

A primeira consiste em aprender a conquistar pessoas que estão em altos cargos, sonegar informações, dizer que fará coisas sem intenção de fazê-las, gastar tempo e energia fazendo manobras para se colocar em uma posição, estocando recursos e manipulando serviços.

Há certos autores que dizem espíritos criativos, entusiastas motivados e inovadores tornam-se vítimas dos conflitos territoriais nas empresas. Segundo eles, quando as pessoas começam a brigar por uma vantagem territorial, impingindo planos secretos, ninguém se concentra nos objetivos da empresa. E este é o princípio do fim.

Você acredita nisso?

A segunda vertente é a arte de fazer o que deve ser feito, e não só que te pedem para fazer. É preocupar-se com o que é justo, ético e o “escambau” – inclusive. É dar mais importância aos meios do que aos fins. Achar que a felicidade é um caminho, não um destino.

Mas será isso quer deve ser feito? Ou toda essa lenga-lenga é só um jogo mental para dissuadir as pessoas do objetivo principal do jogo.

Afinal, qual é o objetivo do jogo? O início, o fim ou o meio?  É o que vamos discutir aqui. 


Como princípio, temos de definir que, em qualquer momento da sua vida (profissional, no caso), você deve se dedicar ao que está fazendo de forma tão intensa como se sua atitude mudasse o mundo a sua volta. 

"Eu descobri que sempre tenho opções, e algumas vezes isto é apenas uma escolha de atitude."

Judith M. Knowlton


Que me perdoem os céticos, mas convicção é fundamental.

Para se jogar, deve-se querer ganhar, senão o jogo perde sua graça.

O problema é que, quando se quer ganhar, sempre se pode perder.

"Tornando-se um consciente criador de escolhas, você começa a gerar ações que são evolucionárias para você."

Deepak Chopra


Se você não acredita nisso, tudo bem. Acreditar também faz parte do jogo.

Se acredita nisso, você tem um problema: como escolher o lado.

Mas é este o ponto paradoxo desta história toda: quando você usa como tática, por exemplo, a ênfase no trabalho em equipe, na justiça etc... Você acha que escolhe um lado.

Na verdade, esse lado não existe! Só se pensa que existe ao se verem outras pessoas buscando outras formas de ganhar o mesmo jogo. Aí há uma parcialidade: você toma partido sobre uma afirmação que, ao seu ver, parece uma verdade, mas isso é apenas um ângulo de visão sobre a mesma paisagem.

 
“O que o homem quer é simplesmente a livre escolha, não importa o que isso possa custar e aonde possa levar”

Fyodor Dostoyevsky


Durante o jogo, as peças se mexem e com elas a importância de cada jogador. Os jogadores são resultados de suas escolhas e suas escolhas são estratégias definidas conforme suas percepções. O problema é que a percepção, assim como a informação, é assimétrica.

E essas assimetrias definem os vencedores e os vencidos!

Entretanto, neste jogo, o sucesso é tão indicativo de vitória quanto é efêmero. A única certeza do jogo é a mudança.

Mas há de se reconhecer que a conquista de sucessos favorece o jogador nas rodadas seguintes, pois, como já dito, este ganha importância. Ao longo das rodadas, os jogadores vencedores se tornam mais e mais importantes, o que faz com pareça que eles estão ganhando direitos a jogadas extras, enquanto o vencidos somente assistem, se revoltam e/ou buscam novas estratégias para virar o jogo.


“O presente não é o passado potencializado, ele é o momento da escolha e da ação”

Simone de Beauvoir


Sim. Parece ser um jogo injusto. Mas essa aparência também faz parte do jogo. Pois, como diria o grande Tim Maia:

....E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri......

Diante de uma situação de completa dominação, em que o mais fraco parece finalmente derrotado e o mais forte triunfante e invencível; em que tudo o que se pode fazer é esperar e aceitar o destino inevitável do jogo, nesse exato momento é que surge uma esperança, o nosso herói: o fator surpresa!

Resultado de uma conjunção entre as diferenças já faladas de percepções, de informações e de escolhas tomadas, o fator surpresa é o que transforma o jogo em algo tão lúdico, tão divertido e tão competitivo.

Tão mágico e apaixonante!





Afinal, estamos falando um jogo com objetivos, regras e final diferentes para cada jogador. Uma confusão em todos os sentidos. Um verdadeiro CAOS. Mas é preciso que tudo mude para que tudo volte a ser como antes!



“A escolha de como responder a uma circunstância constitui seu poder definitivo”

Naomi Judd


No fundo, estamos todos jogando um jogo com regras que ninguém sabe quais são. Tal como um menino que inventa uma brincadeira, fazemos nossas regras e acreditamos que elas devem ser respeitadas.

Mas quem te disse que essas regras são as verdadeiras? Como saber se você caminha em direção a algo que você queira?

Existe alguém que sabe.

Em um mundo de tantas desigualdades, com tantas dúvidas, pessoas que fingem que sabem e outras que fingem que as seguem, há uma luz, uma salvação.

No meio tanta confusão existe alguém com capacidade de dizer: você está certo!

Mas quem seria capaz de uma façanha dessas, um mestre de RPG? Alguma divindade encarnada? Quem... quem... quem?


“O otimismo é uma escolha intelectual”

Diana Schneider


A mesma pessoa capaz de te levar para lado negro da força:

e também te trazer de volta:





        VOCÊ







Você é a única pessoa que pode, realmente, ditar como você vai jogar. Conforme for ganhando informações, você pode alterar sua estratégia, tudo depende de você. Lembre-se: tem gente torcendo por você, não importa para onde você vá.

“Não é possível voltar atrás e mudar o começo, mas é possível parar, começar novamente, e mudar o final.”

Chico Xavier



De certa forma, você sabe melhor do que ninguém se aquilo que você faz está certo ou não, simplesmente respondendo:

Eu acharia certo se alguém que fizesse isso comigo?


Por fim, mais importante do que saber o que fazer é fazer o que se sabe. Afinal, se minhas ações me definem, como posso definir minhas ações?

Bom jogo e um abraço!

Klay Rodrigo

uma caixinha lúdica de surpresas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

antes de mais nada, boa noite....

Pois é na noite que as coisas acontecem!

Foi à noite que este blog foi criado na tentativa de transparecer certas ideias, fortuitas ideias, jogadas ao vento, o imperador da sorte.

Foi Saulo, o maior estrategista de marketing pela internet que já existiu, que me convenceu que posts são mais interessantes que artigos científicos, pelo menos quando o  objetivo é buscar opiniões alheias sobre questões alienadas do cotidiano empresarial, mas que podem significar diferenças inquestionáveis sobre o destino das organizações.

Este blog se destina, essencialmente, a compartilhar experiências ideologicas sobre conceitos e metodologias utilizadas no meu dia-a-dia. Sou bancário, onde trabalho com o desenvolvimento de estrategias empresariais, e professor, onde trabalho com o desenvolvimento de mentes potenciais, e vice-versa.

Além disso sou servo de Deus, marido, pai, economista, corinthiano, desajeitado, mao de vaca, apreciador de coxinhas, filmes, música, carne e bebidas de qualidade, embora estes últimos sejam relativos...

Seja bem vindo, sinta-se à vontade para ir e vir quando quiser. Farei o mesmo, mas sempre tentado vir diariamente, afinal, temos que nos conhecer melhor...

Um abraço,

Klay Rodrigo