E agora, José? A Copa acabou e o Brasil não ganhou, na eleição sim. Mas o que se faz no fim de ano enquanto as festas não começam?
Que tal um joguinho?
Se não gosta de jogos, saiba que você já está jogando. Se gosta, talvez seja a hora de aprender melhor sobre o jogo. De qualquer forma, os jogos não só fazem parte da sua vida, eles são responsáveis por boa parte dos rumos dela.
"Felicidade é uma escolha que requer esforço às vezes."
Autor desconhecido
Duvida? Quer apostar?
No jogo empresarial, você sempre tem, pelo menos, duas vertentes: abandonar a moral e a ética e aceitar que vale tudo ou defender a verdade e a justiça como atributos capazes de revolucionar a vida, o universo e tudo mais.
A primeira consiste em aprender a conquistar pessoas que estão em altos cargos, sonegar informações, dizer que fará coisas sem intenção de fazê-las, gastar tempo e energia fazendo manobras para se colocar em uma posição, estocando recursos e manipulando serviços.
Há certos autores que dizem espíritos criativos, entusiastas motivados e inovadores tornam-se vítimas dos conflitos territoriais nas empresas. Segundo eles, quando as pessoas começam a brigar por uma vantagem territorial, impingindo planos secretos, ninguém se concentra nos objetivos da empresa. E este é o princípio do fim.
Você acredita nisso?
A segunda vertente é a arte de fazer o que deve ser feito, e não só que te pedem para fazer. É preocupar-se com o que é justo, ético e o “escambau” – inclusive. É dar mais importância aos meios do que aos fins. Achar que a felicidade é um caminho, não um destino.
Mas será isso quer deve ser feito? Ou toda essa lenga-lenga é só um jogo mental para dissuadir as pessoas do objetivo principal do jogo.
Afinal, qual é o objetivo do jogo? O início, o fim ou o meio? É o que vamos discutir aqui.
Como princípio, temos de definir que, em qualquer momento da sua vida (profissional, no caso), você deve se dedicar ao que está fazendo de forma tão intensa como se sua atitude mudasse o mundo a sua volta.
"Eu descobri que sempre tenho opções, e algumas vezes isto é apenas uma escolha de atitude."
Judith M. Knowlton
Que me perdoem os céticos, mas convicção é fundamental.
Para se jogar, deve-se querer ganhar, senão o jogo perde sua graça.
O problema é que, quando se quer ganhar, sempre se pode perder.
Deepak Chopra
Se você não acredita nisso, tudo bem. Acreditar também faz parte do jogo.
Se acredita nisso, você tem um problema: como escolher o lado.
Mas é este o ponto paradoxo desta história toda: quando você usa como tática, por exemplo, a ênfase no trabalho em equipe, na justiça etc... Você acha que escolhe um lado.
Na verdade, esse lado não existe! Só se pensa que existe ao se verem outras pessoas buscando outras formas de ganhar o mesmo jogo. Aí há uma parcialidade: você toma partido sobre uma afirmação que, ao seu ver, parece uma verdade, mas isso é apenas um ângulo de visão sobre a mesma paisagem.
“O que o homem quer é simplesmente a livre escolha, não importa o que isso possa custar e aonde possa levar”
Fyodor Dostoyevsky
Durante o jogo, as peças se mexem e com elas a importância de cada jogador. Os jogadores são resultados de suas escolhas e suas escolhas são estratégias definidas conforme suas percepções. O problema é que a percepção, assim como a informação, é assimétrica.
E essas assimetrias definem os vencedores e os vencidos!
Entretanto, neste jogo, o sucesso é tão indicativo de vitória quanto é efêmero. A única certeza do jogo é a mudança.
Mas há de se reconhecer que a conquista de sucessos favorece o jogador nas rodadas seguintes, pois, como já dito, este ganha importância. Ao longo das rodadas, os jogadores vencedores se tornam mais e mais importantes, o que faz com pareça que eles estão ganhando direitos a jogadas extras, enquanto o vencidos somente assistem, se revoltam e/ou buscam novas estratégias para virar o jogo.
“O presente não é o passado potencializado, ele é o momento da escolha e da ação”
Simone de Beauvoir
Sim. Parece ser um jogo injusto. Mas essa aparência também faz parte do jogo. Pois, como diria o grande Tim Maia:
....E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri......
Diante de uma situação de completa dominação, em que o mais fraco parece finalmente derrotado e o mais forte triunfante e invencível; em que tudo o que se pode fazer é esperar e aceitar o destino inevitável do jogo, nesse exato momento é que surge uma esperança, o nosso herói: o fator surpresa!
Resultado de uma conjunção entre as diferenças já faladas de percepções, de informações e de escolhas tomadas, o fator surpresa é o que transforma o jogo em algo tão lúdico, tão divertido e tão competitivo.
Tão mágico e apaixonante!
Afinal, estamos falando um jogo com objetivos, regras e final diferentes para cada jogador. Uma confusão em todos os sentidos. Um verdadeiro CAOS. Mas é preciso que tudo mude para que tudo volte a ser como antes!
“A escolha de como responder a uma circunstância constitui seu poder definitivo”
Naomi Judd
No fundo, estamos todos jogando um jogo com regras que ninguém sabe quais são. Tal como um menino que inventa uma brincadeira, fazemos nossas regras e acreditamos que elas devem ser respeitadas.
Mas quem te disse que essas regras são as verdadeiras? Como saber se você caminha em direção a algo que você queira?
Existe alguém que sabe.
Em um mundo de tantas desigualdades, com tantas dúvidas, pessoas que fingem que sabem e outras que fingem que as seguem, há uma luz, uma salvação.
No meio tanta confusão existe alguém com capacidade de dizer: você está certo!
Mas quem seria capaz de uma façanha dessas, um mestre de RPG? Alguma divindade encarnada? Quem... quem... quem?
“O otimismo é uma escolha intelectual”
Diana Schneider
A mesma pessoa capaz de te levar para lado negro da força:
VOCÊ
Você é a única pessoa que pode, realmente, ditar como você vai jogar. Conforme for ganhando informações, você pode alterar sua estratégia, tudo depende de você. Lembre-se: tem gente torcendo por você, não importa para onde você vá.
“Não é possível voltar atrás e mudar o começo, mas é possível parar, começar novamente, e mudar o final.”
Chico Xavier
De certa forma, você sabe melhor do que ninguém se aquilo que você faz está certo ou não, simplesmente respondendo:
Eu acharia certo se alguém que fizesse isso comigo?
Por fim, mais importante do que saber o que fazer é fazer o que se sabe. Afinal, se minhas ações me definem, como posso definir minhas ações?
Bom jogo e um abraço!
Klay Rodrigo













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